Elas (as Tags) estão em praticamente todos os sites que se dizem parte da chamada Web 2.0 e são apresentadas com orgulho e destaque por todos os cantos, associadas a artigos, imagens, filmes e também nas famosas nuvens de tags. Mas afinal de contas o que são estas tags, para o que elas servem e de onde elas vem? Este post tenta esclarecer o que são as tags e explicar um pouco de como elas funcionam e também como colocar as tags em seus posts de modo que o BlogBlogs possa entendê-las e indexá-las corretamente.
E tem mais, deixo aqui o convite para que comentem ao máximo este post, pois vou usar o material para montar a página de ajuda sobre tags do BlogBlogs. Se você tem uma referência legal, uma sugestão, uma correção ou qualquer outra contribuição, não hesite e comente já.
Veja aqui o artigo original do **Tim O’Reilly que cunhou o termo Web 2.0**.
E também o ótimo post do Saboya que ensina tudo sobre tags em 5 passos.
Mas afinal, o que são as Tags ?
As tags são como ‘palavras chaves‘, ‘rótulos‘ ou ‘etiquetas‘ que caracterizam um determinado item de conteúdo ou informação. É como meta-informação visível (já que elas são apresentadas para o usuário) que fala um pouco mais daquele post, imagem, vídeo, música, usuário ou de qualquer outra coisa que esteja sendo tagueada – rotulada – com aquela tag. Elas existem para descrever e permitir a classificação baseada em palavras-chave da informação a que se referem.
Não é o mesmo que categorizar o conteúdo, pois enquanto no esquema de categorias uma informação pertence a uma categoria ou sub-categoria, no esquema de tags uma mesma informação pode possuir várias tags que não necessariamente sejam relacionadas entre si.
Por exemplo: uma foto da Cicarelli poderia estar na categoria Personalidades e na sub-categoria VJs, mas no esquema de tags a mesma foto poderia estar etiquetada com as tags morena, VJ, mineira, polêmica, Ronaldo, fenômeno, triathlon, MTV e também personalidades polêmicas e mineira morena.
E de onde elas vem ?
Bom, se por um lado os esquemas tradicionais de classificação e categorização da informação podem parecer mais simples e melhores definido (por regras, guias e manuais), o esquema de tagging é mais livre e depende unicamente de quem está aplicando as tags. Normalmente as tags são definidas de maneira informal pelo próprio usuário, seja ao se criar o conteúdo ou simplesmente ao marcá-lo/indexá-lo em algum sistema. É deste caráter mais pessoal e social das tags que vem o termo Folksonomia, ou seja, uma Taxonomia (prática de classificar as coisas) definida por pessoas e para as pessoas (do inglês, folks = pessoas).
Assim, as tags vem de qualquer pessoas que esteja rotulando uma informação. Um blogueiro pode, ao escrever um novo post, marcar aquele post com tags que dizem respeito ao conteúdo do post. Permitindo assim que outras pessoas identifiquem rapidamente do que se trata aquele post e também a encontrarem posts com conteúdo correlato ou semelhante.
E mais, não existem um limite para a quantidade de tags para uma determinada informação, e a mesma informação pode receber tags diferentes dependendo de quem colocou as tags (o que é na verdade uma deficiência deste esquema).
E como funciona isto na prática ?
Na prática a coisa é mais simples ainda. Alguns dos programas e sistemas de criação e edição de conteúdo (blogs e fotologs, por exemplo) possuem campos especiais para que o autor coloque as tags relacionadas àquela informação. Assim, quando aquele conteúdo for publicado o sistema apresentará as tags utilizando um formato adequado ao tipo de apresentação que está sendo feito. Como estamos falando de blogs e sites em geral, a apresentação padrão é a visualização no navegador (browser) através da renderização de um código HTML. Neste caso as tags são codificadas na forma de um hiperlink (ou simplesmente link), que segue o seguinte formato:
<a href="http://blogblogs.com.br/tag/[nome_da_tag]" rel="tag">[apresentação_da_tag]</a>
Existem 4 partes importantes neste link:
rel=”tag” : indica que o link em questão é na realidade a definição de uma tag e não um link comum.
[nome_da_tag] : indica qual a tag deste link. Observe que é esta parte e não a parte visível (apresentação da tag) que define a tag utilizada.
http://blogblogs.com.br/tag/ : esta parte é na realidade um hiperlink para uma página que traz mais informações sobre aquela tag. Esta parte não precisa ser obrigatoriamente o url do BlogBlogs, ou do Technorati, mas pode ser qualquer outra página existente que defina aquela tag. Em geral os sistemas de indexação não se preocupam com este pedaço, pois o que importa é a tag que é, sempre, o último elemento do caminho (path) do url.
[apresentação_da_tag] : define o que o usuário visualizará como sendo aquele link. É importante lembrar que não é este pedaço que define a tag.
Assim,
<a href="http://blogblogs.com.br/tag/linux" rel="tag">Fedora</a>
é um link para a tag linux, apesar de que o usuário irá visualizar a palavra Fedora em seu navegador. Igualmente, os links abaixo também são links para a tag linux:
<a href="http://technorati.com/tag/linux" rel="tag">Ubuntu</a>
<a href="http://del.icio.us/tag/linux" rel="tag">Linux</a>
só que desta vez linkando uma página do Technorati e outra do Del.icio.us e sendo visualizados através das palavras Ubuntu e Linux respectivamente.
Se a tag for uma formada por mais de uma palavra (como software livre por exemplo), os espaços devem ser codificados com ‘+’ ou ‘%20′. Já os caracteres acentudados e especiais devem ser codificados com o encoding UTF-8 de acordo com a especificação do RFC 3986. No exemplo da tag software livre o link para o BlogBlogs ficaria assim:
<a href="http://blogblogs.com.br/tag/software+livre" rel="tag">Software Livre</a>
ou
<a href="http://blogblogs.com.br/tag/software%20livre" rel="tag">Software Livre</a>
A especificação para o uso das tags está definida como um micro-formato conhecido como Rel-Tag.
Atenção: Você não precisa manter várias tags em seu blog para o BlogBlogs, Technorati, Del.icio.us, etc. Basta ter um link que defina a tag daquele post que os sistemas irão entendê-la independentemente do url linkado. É claro, o BlogBlogs adora quando o url utilizado é o das nossa páginas de tags.
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E esta coisa de Nuvem de Tags ?
A Nuvem de Tags é uma maneira visual de apresentar um conjunto de tags selecionadas e classificadas por alguns critérios. Por exemplo: no BlogBlogs as núvens de tags mostram as tags mais freqüentes em um determinado período de tempo, sendo que o tamanho da fonte representa a freqüência da tag naquele conjunto. Assim, as tags mais freqüentes são apresentadas com tamanho maior de fonte. As Nuvens de Tags são maneiras rápidas de se visualizar as tags mais importantes em um determinado universo. O usuário bate o olho na nuvem de tags da home-page do BlogBlogs e imediatamente descobre quais os assuntos mais postados nas últimas 24 horas na Blogosfera Brasileira.

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Lefebvre S
21 de March de 2010 - 3:53
Eita. Mas esse post demorou deveras.
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Ibrahim Cesar
21 de March de 2010 - 3:53
Para Wordpress tem vários plugins que tornam facílima a adição de tags. Eu inclusive alterei um deles para que o link apontasse para o BlogBlogs do que o Technorati.
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Manoel Lemos
21 de March de 2010 - 3:53
Excelente Ibrahim, assim que a API caminhar mais prepararei uma área para plug-ins e etc que se integrem com o BlogBlogs. Qual o URL do plugin que você criou?
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Manoel Lemos
21 de March de 2010 - 3:53
Pois é Saboya, foi demorado messssmmmooo. Ficou grande e complicado, mas acho que valeu!!!
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Luci Alves
21 de March de 2010 - 3:53
legal gostei mais como faço o meu weblog hehe e é super legal memso
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Manoel Lemos
21 de March de 2010 - 3:53
Luci, para fazer seu blog, tente o Blogger. http://blogger.com.br
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B.Junior
21 de March de 2010 - 3:53
Oi Manoel. Parabéns pelo artigo suscinto. Em tempos escrevi sobre tags/web2.0 para um artigo que fiz para o SAPO (www.sapo.pt), mas somente para (in)formar os utilizadores menos familiarizados com tecnologia (http://blog.uncovering.org/archives/2006/08/web20tags.html), mas vou referenciar o teu post como complemento, vale? Grandre abraço deste lado, continua com o bom trabalho.
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Manoel Lemos
21 de March de 2010 - 3:53
Valeu Junior, obrigado pelo feedback e pelos links.
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Jack
21 de March de 2010 - 3:53
Legal mesmo, muito esclarecedor. Didático e bem organizado.
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Manoel Lemos
21 de March de 2010 - 3:53
Opa Jack, valeu. Precisando de mais ajuda mande um alô.
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netberto
21 de March de 2010 - 3:53
Que tal usar o mesmo termo do Gmail/Blogger/Picasa chamando tags de marcadores? Creio que dessa forma mais pessoas entenderão. Afinal, trata-se do mesmo feature!
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Manoel Lemos
21 de March de 2010 - 3:53
Boa… vou abordar isto nos próximos posts.
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EXTREMA
21 de March de 2010 - 3:53
Valeu as dicas. Muito legal !!!
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Post Express » Blog Archive » Faça tags direito
4 de August de 2008 - 23:03
[...] seu blog, o Manoel Lemos cita outros exemplos do uso do microformato, usando, inclusive, atributos [...]
Conexão Hi-tech
8 de August de 2008 - 5:24
[...] ficar mais um pouco por dentro do que é um tag, da uma passada no blogblog do Manoel [...]
Faça tags direito « WEB GEAR
16 de September de 2008 - 19:58
[...] seu blog, o Manoel Lemos cita outros exemplos do uso do microformato, usando, inclusive, atributos [...]
Margarete
4 de October de 2008 - 17:08
Acabei de ler o seu post que é maravilhoso! Achei o assunto super interessante! E foi muito útil para mim, mas eu gostaria de saber como fazer uma nuvem de tags.Você poderia criar um post que fala sobre isto!
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fabio
10 de December de 2008 - 6:48
obrigadu ai pela dica ,mais mudando de assuntu sera que vc podia me ajudar em uma duvida minha eu queria saber pq meu blog nao aprece no site de pesquisa da gloogle ? vc poderia me ajudar obrigadu !!
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